03.5.2008
Controle da Qualidade Total - TQC
Publicado por Paulo Bartolomeu
Qualidade, indiscutivelmente, é uma das palavra mais utilizadas, nos últimos anos, nas relações entre fornecedores e clientes dos mais diferentes segmentos. Procura-se enfatizá-la no intuito de se atribuir características diferenciadas aos produtos e serviços negociados, garantindo o fechamento de negociações no atual mercado competitivo e globalizado.
O processo de Controle da Qualidade Total teve sua origem nos Estados Unidos, idealizado pelo Dr. Armand Feigenbaum. Todavia, o seu desenvolvimento até o estágio atual foi realizado pelos japoneses quando tiveram acesso a ferramenta do TQC, disponível no bojo de medidas e adotadas com o objetivo de recuperar a economia japonesa que foi praticamente destruída durante a segunda guerra mundial.
O Controle Total da Qualidade (Total Quality Control) iniciou, por assim dizer, a corrida permanente pela competitividade com o objetivo de garantir a sobrevivência das empresas. A competitividade, por sua vez, tem seu suporte na produtividade e requer qualidades intrínsecas ao produto que vão desde um projeto e fabricação perfeitos; à segurança e assistência perfeitas para os clientes, além da entrega em prazo definido e um baixo custo.
Portanto, o TQC além de ser um sistema participativo por excelência, visto que envolve todos os públicos participantes do negócio: Clientes, Equipes, Fornecedores, Acionistas e Comunidades, é essencialmente competitivo quando visto pelo enfoque das dimensões da Qualidade Total: Qualidade, Custo, Entrega, Moral e Segurança.
Devemos levar em consideração que o TQC não é um programa de curto ou curtíssimo prazo, uma vez que implica em mudanças de comportamento e atitudes das pessoas envolvidas (gestores e equipes), necessita das empresas que optam pela sua adoção persistência, determinação, flexibilidade e firmeza diante das resistências que venham surgir, de tal maneira que o esforço conjunto de todos culmine com os resultados objetivados pela organização.
Vale ressaltar que as estatísticas apontam para apenas 4% dos clientes insatisfeitos que formalizam reclamação à empresa. 90% dos clientes insatisfeitos que não reclamaram, não voltam a comprar da mesma empresa e isso gera um gasto 5 vezes maior para se conseguir um novo cliente do que manter um antigo.
Conclui-se, portanto, que a implantação do programa de Controle Total da Qualidade trará resultados positivos para a empresa, notadamente, em relação à satisfação das pessoas envolvidas, otimização de custos e ganhos de produtividade, proporcionando maior competitividade para a organização.
Paulo Bartolomeu